16 de mai de 2008

Seja bem-vindo, bienvenue, willkommen, etc.

Ando cheio dessa cidade. Típica manhã estressante, prestes a fechar a apresentação de uma campanha de Dia dos Namorados prum Shopping Center local, qual não foi minha surpresa ao ver dois corpos adentrando a criação...
Um dos corpos era a Direção de Atendimento, apresentando-nos um novo companheiro:
_Bom dia, pessoal! Aqui está o meu primo, ele é artista plástico e Diretor de Arte em outro estado, veio passar uns tempos aqui em Londrina, vai passar um mês com a gente, conhecer nosso ritmo de trabalho, nos dar uma forcinha... Apresentem-se, meu povo!
A cara de paisagem era a tônica do momento.
Mas... Como assim? Chega e fica aí? Alguém sabia disso? É estranho.
Mas nem tanto o fato de aparecer sem avisar. Estranho é finalmente tirar férias, poder descansar, conhecer outra cidade, experimentar outras atividades e preferir fazê-lo (?) noutra agência de publicidade.
A vontade era de retribuir com um soco de realidade, mas a prudência fez com que eu me calasse. A apresentação pessoal poderia ter sido:
"_Bem vindo ao inferno, meu caro. A mulher ao seu lado faz as vezes do cão em pessoa. Eu, L., Diretor de Arte, estou condenado ao lago de fogo. Logo à minha esquerda, S.F., Diretor de Criação, submetido diariamente a 66,6 chibatadas por minuto. À direita, R. G., Produtor Gráfico e Arte-finalista está aqui há menos tempo que qualquer um de nós e já possui o incrível índice de 87,9% do seu corpo marcado por ferro quente. A moça sentada entre esses condenados é A. K., redatora, mais afortunada, recebeu um convite do paraíso e está de mudança. Torço pra que seu destino seja parecido com o dela. No mais, amigo, sente-se e fique à vontade. O ambiente é seu."

Vem pra cá você também e boas férias ;)

Um comentário:

A.K. disse...

Bonito post!
Difícil os dias em que não me sinto assim.
Também não entendi nada da história do primo. Tem gente que sei lá viu...
E até agora não sei nem onde ele está, nem muito menos o que está fazendo. Mas enfim.
O que a gente tem que fazer é não dar ouvidos a essa história de que temos que obedecer ao mestre (nesse caso aoS mestreS), que ganhar nosso salário no fim do mês é tudo o que importa, e buscar um lugar onde as pessoas tenham um pouco mais de ambição, ou as vezes nem isso, desde que não reclamem o dia inteiro até da formiga que anda sobre o teclado, e não movam um dedo pra mudar a condição em que estão.
O negócio é dizer sempre VAMOS EM FRENTE (hehehehe) e não se acomodar!!!
TU SOFRE? Pai Arnapio tem a solução!